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Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Foto: Bruno Leão

Ouroboros sucuri, 2021, Óleo, tinta spray sobre fibra de vidro, poliuretano estrutural, resina de poliéster com pó de mármore, ferro e monitor 65”

Ouroboros sucuri, 2021

Óleo, tinta spray sobre fibra de vidro, poliuretano estrutural, resina de poliéster com pó de mármore, ferro e monitor 65”

(animação stop motion: 05 segundos loop)

184 x 135 x 47 cm

Foto: Bruno Leão

Mala leche, 2021, Óleo sobre tela, resina de poliéster a base de fibra de vidro

Mala leche, 2021

Óleo sobre tela, resina de poliéster a base de fibra de vidro

73,5 x 50 x 18 cm

Foto: Bruno Leão

Ascenção - Queda - Aliança - Redenção, 2021, Óleo, tinta spray sobre fibra de vidro, ferro e monitor 32”

Ascenção - Queda - Aliança - Redenção, 2021

Óleo, tinta spray sobre fibra de vidro, ferro e monitor 32”

(animação stop motion: 03 segundos loop) 

160 x 122 x 15 cm

Foto: Bruno Leão

Jaguar Marx, 2021, Óleo, tinta spray sobre linho, resina de poliéster com pó de mármore e monitores 20” e 32”

Jaguar Marx, 2021

Óleo, tinta spray sobre linho, resina de poliéster com pó de mármore e monitores 20” e 32”

(animação stop motion: 03 segundos e 06 segundos loop)

210 x 130 x 26 cm

Foto: Bruno Leão

Press Release

A Galeria Millan tem o prazer de apresentar Ouroboros sucuri, primeira exposição de Thiago Martins de Melo (São Luís, MA, 1981) na galeria. A mostra, com curadoria do islandês Gunnar B. Kvaran, reúne 19 trabalhos inéditos, incluindo pinturas e esculturas, e traz um olhar curatorial retrospectivo sobre a produção do artista, bem como suas distintas narrativas ao longo do tempo.

A trajetória de Thiago Martins de Melo revela em si um projeto de múltiplos experimentos sobre o ato de narrar e suas possibilidades na ampliação da técnica pictórica. Tais características marcam o corpo de trabalhos apresentados na exposição ao integrar animações em stop-motion e peças escultóricas ao suporte tradicional. Na prática do artista, é o desenvolvimento do enredo de cada trabalho que distende e movimenta a técnica, elaborando, através de diferentes referências e signos, seu processo intuitivo.

A organização curatorial de Ouroboros sucuri é divida em duas partes, sendo a primeira centrada na simbologia da serpente. Sua aparição em narrativas culturais e religiosas ao longo da história é evocada de diferentes maneiras nos trabalhos de Martins de Melo, a exemplo da obra que empresta seu título à exposição. A imagem de representação do Ouroboros consiste numa serpente que morde a própria cauda, em formato circular. Este conceito milenar, tendo sido observado pela primeira vez no Egito antigo, alude à ideia de eterno retorno, da evolução e da reconstrução. No trabalho de Martins de Melo, tal signo é revisitado tanto como uma moldura quanto como protagonista das cenas — aqui a serpente é tanto narrada quanto enunciadora e antecessora da trama.

Já a segunda parte da mostra apresenta uma “constelação de novas obras” que, segundo Kvaran, refletem temáticas e soluções formais mais recentes na produção de Martins de Melo. Nesta seção, as poéticas perpassam o ocultismo, o espiritismo, elementos de culturas indígenas e afro-brasileiras, temas da política atual, entre outros temas, através de um viés pós-colonial. Para o curador, esses trabalhos “formam uma construção complexa, em que o espectador passa por diferentes zonas da ficção baseada na realidade. É essa fusão de signos e símbolos, religiosos e espirituais, e referências sociais e políticas da memória coletiva que carregam essas obras com a sua energia singular e que as inserem na grande tradição da pintura histórica.”

Embebidas de significado, essas imagens povoadas de histórias se justapõem e inauguram camadas de representações simultâneas, como no trabalho Ascensão - Queda - Aliança – Redenção (2021), cujo título já antecipa uma sequência narrativa a desenrolar-se. Tais imagens desvelam, ainda, referências singulares, muito caras ao repertório construtivo do artista. Trabalhos como Ogum Corisco no útero da terra – para Glauber Rocha e Naná Vasconcelos (2020) e Ogum Xoroquê expulsa os demônios de Caspar Plautius - para Tuíra Kayapó, Sebastião Salgado e Marighella (2019) convidam o espectador a identificar e interpretar esses referenciais, bem como seus agenciamentos nas tramas apresentadas.

A exposição é acompanhada ainda de uma brochura que traz imagens de obras e o texto curatorial — uma extensa e rica conversa entre curador e artista, fruto de uma troca e parceria que vêm construindo ao longo de anos.

 

Leia o texto curatorial aqui.