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José Bento, "A Catadora", 2018

José Bento

"A Catadora", 2018

Bambu e sisal

3,10 x 3,10 x 3,10 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Oxumaré”, 2003

José Bento
“Oxumaré”, 2003
Fotografia

160 x 80 cm

José Bento “Coluna”, 2018

José Bento
“Coluna”, 2018
Madeira roxinho e metal
200 x Ø 55 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Assunto”, 2014

José Bento
“Assunto”, 2014
Vinhático
36 x 40 x 4 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Rolo”, 2018

José Bento
“Rolo”, 2018
Vinhático e braúna

91 x 31,5 x 31,5 cm
Foto: Filipe Berndt
José Bento, “Boca”, 2018

José Bento

“Boca”, 2018

Madeira caixeta, metal galvanizado e algodão

110 x 220 x 120 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Carioca”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Carioca”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Sucupira do cerrado, caixeta e carvalho
38 x 88 x 44 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Vermelho”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Vermelho”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Jatobá, carvalho e caixeta
60 x 155 x 84 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Fradinho”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Fradinho”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Caixeta e braúna
49 x 122 x 64 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Jalo”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Jalo”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Canela marmelada, caixeta e carvalho
38 x 105 x 50 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Braúna parda e caixeta
37 x 85 x 47 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Braúna e caixeta
42 x 94 x 50 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Preto”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Braúna e caixeta
35 x 82 x 45 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Vermelho”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Vermelho”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Jatobá, carvalho e caixeta
40 x 82 x 44 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Roxinho”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Roxinho”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Roxinho e caixeta
36 x 78 x 42 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Feijão Bolinha”, da série “Todos os Olhos”, 2018

José Bento
“Feijão Bolinha”, da série “Todos os Olhos”, 2018
Vinhático, carvalho e caixeta
38 x 104 x 55 cm

Foto: Filipe Berndt

José Bento “Xangô”, 2012

José Bento
“Xangô”, 2012
Fotografia

110 x 74 cm

Press Release

‘TODOS OS OLHOS’
JOSÉ BENTO

A Galeria Millan apresenta, de 17 de outubro a 17 de novembro de 2018, Todos os Olhos, a primeira individual do artista José Bento na galeria. A mostra ocupa todo o espaço do Anexo Millan e reúne um conjunto de 15 esculturas e duas fotografias inéditas. Conhecido por seu gosto e destreza no trabalho com madeira, José Bento apresenta nesta individual uma belíssima série de dez feijões esculpidos em diferentes tipos e cores desse material (“Todos os Olhos”), além de uma grande obra feita em bambu, logo na entrada do Anexo Millan (“Catadora”).

Desde o final da década de 1980, José Bento é conhecido pelo interesse por aquele que é um dos mais tradicionais meios das artes plásticas – a escultura – e pela preferência por um de seus materiais mais típicos – a madeira. Essas estratégias, contudo, não devem ser tomadas de forma muito literal. Seja nas maquetes arduamente trabalhadas de maneira artesanal, nas grandes esculturas monolíticas ou nas toras brutas de madeira, os meios e materiais que o artista utilizou nesses trinta anos de carreira são mais ferramentas de experimentação poética e de criação de mundos do que uma afirmação estritamente formal ou artesanal da arte.

A obra que dá título à exposição, por exemplo, é uma série de dez esculturas de madeira em formato de feijão, cada uma com um peso, densidade e coloração diferentes, posicionadas na sala principal do Anexo. As peças representam alguns dos tipos de feijão mais consumidos pelos brasileiros, como o feijão preto, o feijão carioca, o fradinho, o vermelho e o roxinho. Se somado, o peso desses trabalhos resulta exatamente em 1283 kg, número que, segundo o IBGE, é a quantidade média de feijão que um brasileiro consome ao longo da vida. No fundo da sala, atrás dos feijões, uma fotografia: em “Xangô” vê-se um sacerdote do vodú que segura uma pequena “Árvore” de José Bento, aos pés de uma estátua de Xangô, em Benin, na África. Assim como o orixá que dá nome à obra, o feijão também pode ser visto como um símbolo de justiça, de igualdade e de força.

No hall do Anexo o destaque é a escultura “Catadora”, formada por três grandes peneiras de bambu interligadas, com 3,10 m de diâmetro, cada. Perto dela está a escultura “Coluna”, feita com cinco peneiras de metal sobrepostas, cada uma acomodando um nível diferente de serragem de madeira roxinho. Assim como em “Catadora”, “Coluna” coloca em evidência uma ferramenta de trabalho usada tanto para a triagem de grãos – como os feijões – quanto no próprio ofício de José Bento. Por sua vez, a fotografia “Oxumaré”, na mesma sala, também se volta à mitologia iorubá, na qual Oxumaré é representado por uma serpente que abraça o mundo, um arco-íris ou o líquido amniótico da coluna vertebral humana. Assim como os feijões da sala principal, são trabalhos que remetem a ideias de abundância e sustento mas também ao oposto complementar disso: fome, trabalho árduo, sobrevivência.

Por fim, na sala menor do Anexo - apelidada pelo artista de “sala da crise” -, estão as obras “Boca”, “Assunto” e “Rolo”, todas em madeira. “Boca” é um alçapão de 2,20 m de altura por 1,20 m de largura, uma versão em escala humana desse tipo de armadilha para pássaros cuja comercialização é proibida no Brasil. “Assunto” e “Rolo”, por sua vez, reproduzem em madeira, com exatidão de escala e detalhes, dois objetos comuns na casa – mais especificamente no banheiro – de todo brasileiro: um assento de vaso sanitário e um porta-papel higiênico.

SERVIÇO:

José Bento – Todos os Olhos
Anexo Millan
Rua Fradique Coutinho, 1416, Vila Madalena, São Paulo, SP
Tel.: (11) 3031-6007
Abertura: 17 de outubro de 2018, quarta-feira, das 19h às 22h
Visitação: de 18 de outubro a 17 de novembro de 2018
De terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 18h
www.galeriamillan.com.br
Classificação livre; entrada gratuita
Possui ar-condicionado e três vagas de estacionamento

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INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA
Fabio Rigobelo
press@galeriamillan.com.br
Tel.: (11) 3031-6007